Olá minha velha amiga, você ainda está aí?
Parece que foi ontem a última vez que lhe vi
Não com aqueles olhos cinzentos dos nossos últimos esbarrões
Mas com aqueles olhos vermelhos que atravessam as escuridões
Da minha alma
Cortantes, precisos, cirúrgicos, sedentos
Carregando em si a força dos quatro elementos
Buscando os meus braços em um resgate fugaz
Acolhendo-me em teu seio. A tão almejada paz
Da minha vida
A idade tem aperfeiçoado o meu fechamento
Passando despercebido meu secreto isolamento
Minha felicidade artística é quase sincera
Só uma das camadas das prisões da esfera
Do meu corpo
Acabo de voltar do metafísico visceral
Onde expõe-se sem travas o meu sangue animal
Correndo livre como um anjo do inferno
Buscando sua alma no silêncio eterno
Eu desejo
Acabo de dormir contigo em uma outra dimensão
O que me fez despertar novamente nessa prisão
Agarrando as grades, meus olhos em devaneio
O grito silencioso suplicando em anseio
O teu amor...
"E então eu me deparei com o abismo vivo. Hipnotizante, horripilante, não receoso, mas curioso com a minha presença. Por não ter forças, dei meia volta e não voltei para aquele lugar. Não há palavras que descrevam o arrependimento de não pular" - Jack Polanski
Parece que foi ontem a última vez que lhe vi
Não com aqueles olhos cinzentos dos nossos últimos esbarrões
Mas com aqueles olhos vermelhos que atravessam as escuridões
Da minha alma
Cortantes, precisos, cirúrgicos, sedentos
Carregando em si a força dos quatro elementos
Buscando os meus braços em um resgate fugaz
Acolhendo-me em teu seio. A tão almejada paz
Da minha vida
A idade tem aperfeiçoado o meu fechamento
Passando despercebido meu secreto isolamento
Minha felicidade artística é quase sincera
Só uma das camadas das prisões da esfera
Do meu corpo
Acabo de voltar do metafísico visceral
Onde expõe-se sem travas o meu sangue animal
Correndo livre como um anjo do inferno
Buscando sua alma no silêncio eterno
Eu desejo
Acabo de dormir contigo em uma outra dimensão
O que me fez despertar novamente nessa prisão
Agarrando as grades, meus olhos em devaneio
O grito silencioso suplicando em anseio
O teu amor...
"E então eu me deparei com o abismo vivo. Hipnotizante, horripilante, não receoso, mas curioso com a minha presença. Por não ter forças, dei meia volta e não voltei para aquele lugar. Não há palavras que descrevam o arrependimento de não pular" - Jack Polanski
