Chuva
A chuva cai lá fora. Eu sentado no colchão jogado na sala, com gosto de ressaca na boca e pensamentos viajando no passado. Às vezes eu me pergunto se o tempo e a experiência realmente traz alguma sabedoria, e se em algum momento minhas atitudes vão parar de machucar a todos que estão ao meu redor. Às vezes me pergunto se é assim com todo mundo. Será que é?
Venho chegando a conclusões estranhas ultimamente. Quando penso sobre o passado, vejo que são imagens que se passam na minha mente, no presente. E, assim como uma fotografia, os sentimentos mudam cada vez que faço essa viagem para trás. Quando penso sobre o futuro, vejo que é incerto e que cada pequena atitude o constrói, então é impossível controlá-lo ou prevê-lo totalmente. Sobraria o presente, que ultimamente tem se provado sem substância alguma, como um sonho.
Porém, é inegável que algo está acontecendo aqui. Estou respirando, digitando, sinto meus dedos tocarem o teclado e tenho uma resposta na tela. Apesar de parecer um sonho, uma ilusão, é uma miragem que segue alguma lógica. Mas chega dessa filosofia barata, já que ultimamente tenho me prendido à lógica para não olhar para meus sentimentos.
Os sentimentos, estes sim estão vindo com muita energia, a ponto de tomarem conta do meu corpo e agirem por mim. Por isso decidi reprimi-los um pouco. Não estou dando conta. E é engraçado como, com o tempo, a gente aprende a esconder isso. A idade vem trazendo a incrível habilidade de sofrer sorrindo, de vender felicidade escondendo, na calada da noite, as lágrimas, o silêncio, a depressão. Acho que até deve dar a impressão de ser uma mentira. Só quem sente sabe.
No meio disso às vezes dá vontade de tomar decisões bruscas, de mudar totalmente o caminho a seguir, de brincar de moldar o futuro e fazer novas apostas. Mas tenho a impressão que qualquer mudança de caminho ainda vai me levar para o mesmo lugar. Outros rostos, outras vidas, mesmas atitudes e mesmos sofrimentos. Por que fazer mais alguém sofrer? Por que carregar a culpa adiante, disseminando entre a multidão? Não tenho a clareza das minhas ações e por isso decidi que, neste momento, vou fazer simplesmente nada.
Um amigo meu me dizia que, no meio do turbilhão, quando a gente não sabe direito o que fazer, o melhor a se fazer é ficar parado. Não fazer nada. Causa menos estrago. Então sigo seu conselho, não estou fazendo nada, esperando o furacão passar, esperando uma luz, um sinal. Mas tem sido difícil. Preciso de alguém para conversar, mas com tanta merda que fiz parece que não sobrou ninguém. Será que uma hora essa chuva passa?
Venho chegando a conclusões estranhas ultimamente. Quando penso sobre o passado, vejo que são imagens que se passam na minha mente, no presente. E, assim como uma fotografia, os sentimentos mudam cada vez que faço essa viagem para trás. Quando penso sobre o futuro, vejo que é incerto e que cada pequena atitude o constrói, então é impossível controlá-lo ou prevê-lo totalmente. Sobraria o presente, que ultimamente tem se provado sem substância alguma, como um sonho.
Porém, é inegável que algo está acontecendo aqui. Estou respirando, digitando, sinto meus dedos tocarem o teclado e tenho uma resposta na tela. Apesar de parecer um sonho, uma ilusão, é uma miragem que segue alguma lógica. Mas chega dessa filosofia barata, já que ultimamente tenho me prendido à lógica para não olhar para meus sentimentos.
Os sentimentos, estes sim estão vindo com muita energia, a ponto de tomarem conta do meu corpo e agirem por mim. Por isso decidi reprimi-los um pouco. Não estou dando conta. E é engraçado como, com o tempo, a gente aprende a esconder isso. A idade vem trazendo a incrível habilidade de sofrer sorrindo, de vender felicidade escondendo, na calada da noite, as lágrimas, o silêncio, a depressão. Acho que até deve dar a impressão de ser uma mentira. Só quem sente sabe.
No meio disso às vezes dá vontade de tomar decisões bruscas, de mudar totalmente o caminho a seguir, de brincar de moldar o futuro e fazer novas apostas. Mas tenho a impressão que qualquer mudança de caminho ainda vai me levar para o mesmo lugar. Outros rostos, outras vidas, mesmas atitudes e mesmos sofrimentos. Por que fazer mais alguém sofrer? Por que carregar a culpa adiante, disseminando entre a multidão? Não tenho a clareza das minhas ações e por isso decidi que, neste momento, vou fazer simplesmente nada.
Um amigo meu me dizia que, no meio do turbilhão, quando a gente não sabe direito o que fazer, o melhor a se fazer é ficar parado. Não fazer nada. Causa menos estrago. Então sigo seu conselho, não estou fazendo nada, esperando o furacão passar, esperando uma luz, um sinal. Mas tem sido difícil. Preciso de alguém para conversar, mas com tanta merda que fiz parece que não sobrou ninguém. Será que uma hora essa chuva passa?
